Boletins Informativos Ano 08 Nº 166 Janeiro/2009
MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL
&
COMPRAS E VENDAS CONJUNTAS
MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL
A partir de julho, microempresários sem sócios, com
faturamento anual bruto de até R$ 36.000, vão acertar
as contas com o Fisco de forma bem mais fácil. Os chamados
microempreendedores individuais recolherão mensalmente 11%
do salário mínimo - o equivalente hoje a R$ 45,65
- para a Previdência Social e, conforme a atividade, R$ 1
de ICMS ou R$ 5 de ISS.
O objetivo da nova legislação é trazer para
a formalidade parte dos dez milhões de trabalhadores, como
camelôs, encanadores, borracheiros e manicures, geralmente
avessos ao pagamento de impostos e contribuições por
conta da burocracia e da pesada carga tributária.
Com a formalização, os microempresários terão
acesso aos benefícios
da Previdência Social, de um salário mínimo,
como aposentadoria por idade, licença-maternidade, auxílio-acidente
e também a pensão por morte. O microempreendedor individual
não precisará emitir nota fiscal para seus consumidores,
mas deve exigir nota na aquisição de mercadorias.
Será necessário manter registro, ainda que em uma
caderneta, de todas as compras e vendas realizadas.
COMPRAS E VENDAS CONJUNTAS
A nova lei também facilita a formação de centrais de negócios para a realização de compras ou vendas conjuntas. Empresas poderão criar a chamada Sociedade de Propósito Específico (SPE). Com um único CNJP e endereço, as SPEs poderão emitir e receber notas fiscais, depois de regulamentação das legislações estaduais.
Até agora, nas transações conjuntas, cada empresa é obrigada a operar com sua própria nota fiscal. Nas compras, a exigência afugenta fornecedores sem disposição para lidar com a papelada de dezenas de pedidos separados. A logística da operação também se complica, já que a mercadoria adquirida tem de ser necessariamente entregue no endereço de cada nota fiscal. Com a emissão da nota única, as empresas poderão criar depósitos para receber as compras conjuntas. A situação deve ficar diferente. "A mudança vai estimular a formalização e a criação de centrais de negócios", prevê o consultor de políticas públicas do Sebrae, André Spínola.
Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negocios
Copyright © 2008 - 2010 - Sedan Consultoria. Todos os direitos reservados.Tel.: (11) 2088-7250