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Liderança : Conflito de gerações e como lidar com isso.

Se excluirmos as startups, aquelas empresas com formato diferenciado e geralmente formadas por profissionais bem jovens, é possível afirmar que todas as organizações enfrentam questões relacionadas ao conflito de gerações. E é fácil entender por que isso acontece.

Basta pensar em nossas próprias famílias. Deixando de fora um ou outro avô moderno, as gerações anteriores à nossa são muito diferentes. E é quando as diferenças não são respeitadas que os conflitos se instalam. Da mesma forma que nas famílias, o ambiente de trabalho também sofre com a falta de consenso e harmonia entre os mais velhos e os mais novos.

Quer entender melhor como isso afeta as empresas e o que pode ser feito para melhorar tal cenário? Então, nos acompanhe neste artigo!

Como os conflitos de gerações afetam as empresas?

Para entender como os conflitos de gerações ocorrem, é preciso compreender os motivos por trás. Mas isso só é possível entendendo melhor o perfil de cada uma das gerações que compõem os recursos humanos das empresas.

Portanto, veja um breve resumo das 4 gerações que facilmente encontramos nas organizações hoje em dia!

Os baby boomers

Após a Segunda Guerra Mundial, o mundo presenciou um aumento explosivo da natalidade. Por isso, as pessoas que nasceram entre 1946 e 1964 são classificadas como baby boomers.

Para essa geração, que tem a qualidade de ser leal ao trabalho, a palavra-chave é estabilidade. Podemos entender facilmente isso ao lembrarmos da realidade encontrada no caminho: educação rígida e valores sólidos. Por isso, essas pessoas podem ter dificuldade em lidar com o novo — e as mudanças empresariais estão incluídas aí!

A geração da onda new age

A geração X, que engloba quem nasceu de 1960 a 1980, é formada por pessoas que vivenciaram drásticas mudanças na sociedade: a cultura da paz e do amor, a chegada das tecnologias da comunicação, a globalização do mundo, o fim de ditaduras e a liberdade sexual.

Os filhos dessa época funcionam como uma ponte entre o antigo e o novo. Assim, da mesma forma que entendem o novo como algo importante e têm a qualidade de se manter sempre atualizados, eles podem sentir certo receio em relação à postura dos mais jovens.

A geração da internet

Quem nasceu na década de 1980 e início dos anos 1990 recebe as alcunhas de geração Y e geração do milênio. Cresceram em uma época de grandes avanços tecnológicos e estabilidade econômica, o que os fez crer que o mundo estava pronto para eles.

Isso foi reforçado pela facilidade de acesso à informação, afinal, o que um baby boomer levava uma década para aprender, a geração da internet tinha acesso em poucos cliques. Esse contexto as transformou em pessoas multitarefas, que levam a atualização profissional bem a sério.

A novíssima geração Z

O mercado está começando a receber uma força de trabalho que desconhece o mundo off-line. As pessoas nascidas de meados dos anos 1990 para cá são totalmente conectadas. Entre as qualidades já observadas nessa geração estão a criatividade e o senso de colaboração no trabalho — características muito presentes nas já citadas startups.

No entanto, os membros da geração Z são conhecidos por serem individualistas. Por isso, não pensam 2 vezes antes de mudar de emprego e se incomodam com a mesmice.

Agora imagine um gestor da geração baby boomer, com perfil conservador, liderando um aprendiz da geração Z, muito antenado às inovações tecnológicas. Conseguiu? Viu como é fácil entender o que as diferenças entre as gerações podem causar se não forem respeitadas e valorizadas?

Quando não entendidas como benéficas, essas disparidades causam atritos que prejudicam o desempenho dos profissionais e, assim, o resultado da empresa. De acordo com uma pesquisa apontada pelo portal EXAME.com, esses problemas são mais comuns entre as gerações mais novas e os baby boomers, causando a perda de diversas horas semanais gastas nesses conflitos.

Porém, é mais preocupante a falta de estratégias das empresas para trabalhar o conflito de gerações e impedir que a produtividade seja prejudicada. E isso acontece porque muitos gestores e profissionais que estão no mercado não sabem o que fazer para contornar essas diferenças.

Quais as melhores estratégias para lidar com o problema?

As melhores estratégias para lidar com o conflito de gerações devem fazer parte da cultura das empresas. No entanto, é possível que cada profissional adote, por si só, uma postura que faça essas diferenças serem positivas, sem prejudicar seus trabalhos e os resultados globais. Confira algumas delas!

Conheça melhor as gerações

O primeiro passo da evolução pessoal é se conhecer. Da mesma forma, uma boa estratégia da evolução profissional envolve entender o outro, seja ele seu cliente ou as pessoas com quem você trabalha.

Por isso, é muito recomendável entender o perfil de cada uma das diferentes gerações com as quais você lida. Isso o ajudará a compreender melhor como essas pessoas pensam.

Tenha uma postura empática

Colocar-se no lugar do outro é uma estratégia fundamental para evoluir em diversos aspectos. Mas, para tal, é preciso compreender melhor com quem estamos interagindo. Muitas das vezes, a diferença de idade pode provocar compreensões destoantes.

Uma pessoa mais experiente tende a realizar uma gestão de riscos melhor por ser mais cautelosa, mas pode sofrer pela falta de reação imediata às transformações do mercado. No entanto, apesar de um profissional mais jovem ter coragem para se aventurar, falta experiência para saber quando deve ser mais cauteloso. Por isso, é crucial entender como o outro pensa.

Valorize as diferenças

Valorizar as diferenças entre os profissionais de uma mesma equipe é entender que essas pessoas não estão em lados opostos de um cabo de guerra. O valor das diferenças está justamente em um complementar o que falta no outro.

Se uma pessoa mais nova tem muito conhecimento tecnológico e gosta de correr riscos, um profissional mais velho pode contribuir com mais cautela e estratégia, sem deixar de aprender a se manter em movimento e atualizado com o mundo.

Incentive o diálogo

Estimular os profissionais a aprender com as diferenças entre gerações é mais fácil quando o diálogo é incentivado. Por isso, se saem melhor as empresas que formam grupos de trabalho com pessoas de perfis diferentes. Mas é interessante estimular isso, relevando ou até mesmo eliminando os empecilhos causados pela hierarquia.

Em tese, os profissionais mais velhos ocupam cargos mais elevados. Por isso, devem usar sua experiência na gestão de pessoas, acolhendo os mais novos sem se esquecer de que podem também aprender com eles.

Implemente avaliações mais completas

Avaliações simplistas tendem a ser muito superficiais e contribuir pouco para as empresas. Por isso, implemente avaliações mais completas, como o feedback em 360º, que permite que pares e subordinados também avaliem uns aos outros, além de seus superiores. Esses métodos são muito interessantes para identificar pontos de melhoria.

É claro: o conflito de gerações existe e é comum nas mais diversas empresas. O que muita gente não sabe é que é sim possível incorporar a ideia de que as diferenças não são ruins à cultura organizacional. Aliás, muito pelo contrário! As divergências podem produzir ótimos frutos na relação dos diferentes perfis de profissionais. O detalhe é que isso não funciona como mágica, exigindo ações tanto da empresa quanto dos profissionais.

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