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Protagonismo – Você se preocupa mais com suas forças ou fraquezas?

Com a correria do dia-a-dia, dificilmente paramos para reparar onde estamos colocando a nossa atenção, e isto pode estar embaraçando a nossa felicidade (não só no trabalho mas também nos relacionamentos).

Na palestra que aconteceu na HSM Expo Management deste ano, Tal Ben-Shahar (professor de dois dos cursos mais populares da história da Harvard University: Psicologia Positiva e Psicologia da Liderança) tratou sobre o tema “Psicologia Positiva: a ciência da felicidade no trabalho” no painel de liderança e gestão de pessoas.

Esta ciência aborda a Felicidade, a partir da década de 80, com uma perspectiva diferente da até então utilizada pela psicologia tradicional, ainda utilizando-se de bases científicas.

Ben-Shahar informa que a ciência da felicidade trata de concentrar-se naquilo que funciona, enquanto a psicologia tradicional direciona suas análises com foco em perguntas acerca do que não está funcionando. Por exemplo, em vez de focar no porquê determinados indivíduos fracassavam, concentrando-se no erro, passaram a investigar o sucesso (sem desconsiderar os pontos negativos, que também são essenciais na psicologia positiva, catalisando, desta forma, as análises).

Um estudo analisou as características de crianças que obtiveram sucesso e destaque dentre as demais. A análise mostrou que não se tratavam de “super crianças”, mas que estas possuíam características normais e ainda assim alcançavam resultados extraordinários.

Confira as características encontradas:

  • Resiliência
    Temos que ser resilientes porque a vida constantemente nos proporciona momentos difíceis. É preciso ter a capacidade de se recuperar das atitudes falhas e dos fracassos.
  • Definição de metas
    Ter algo para alcançar é importante e só pode se tornar possível a partir do momento em que o temos em mente.
  • Voluntariado
    Doar e auxiliar o próximo não é apenas um clichê para alimentar a felicidade de quem exerce. Um estudo da Harvard Business School constatou que existe uma relação significativa entre a felicidade e o ato de doar.
  • Perspectiva otimista
    Não refere-se à esperança deslumbrada de que “tudo vai dar certo”, mas do pensamento “se eu me esforçar, vou conseguir”.
  • Possuir modelos
    Ter referências, pessoas que o inspire!
  • Concentração nos pontos fortes
    Focar no que faz melhor, mas sem desconsiderar os pontos fracos.
  • Praticar exercícios físicos regularmente
    Além de ser benéfico à saúde, estimula a criatividade, permite que as pessoas fiquem mais calmas e abertas ao trabalho em grupo.

Concluiu-se, então, que o caminho para a felicidade, para a liderança e para a vida não está em segredos ou super poderes, mas em encarar a realidade.

Quais são seus pontos fortes? O que lhe motiva?
Segundo Ben-Shahar, é na sobreposição destas duas perguntas que você encontrará mais sucesso!

“Alcançar a felicidade não diz respeito a trabalhar menos, mas a trabalhar duro para as coisas certas” (Tal Ben-Shahar)

O que funciona na sua vida, no seu departamento, na sua equipe?
Analise o foco de seus questionamentos, pois as respostas estão nas perguntas que fazemos.

“Promover a mudança na própria vida depende de você.” (Tal Ben-Shahar)

Marcas são feitas por pessoas e para pessoas. Líderes, equipes e relacionamentos são construídos e aperfeiçoados a cada dia. Se quiser alcançar pleno potencial da organização ou dos relacionamentos é preciso começar em você.

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