Incubadora E Aceleradora

Qual a diferença entre incubadora e aceleradora?

Nos últimos anos dois novos conceitos foram aplicados e desenvolvidos para possibilitar a criação de novas empresas: as incubadoras e as aceleradoras. O Brasil, possui atualmente mais de 300 incubadoras e pelo menos 30 aceleradoras que, embora sendo mais recentes, vêm crescendo em número e em desempenho.

Os conceitos de incubadora e aceleradora são baseados nos mesmos princípios, embora apresentem algumas diferenças entre si.

As aceleradoras voltam-se para as startups, que estão em processo de crescimento ou em validação, dependendo de sua posição no mercado, enquanto que as incubadoras são centros de ajuda a empreendedores em estágio inicial do projeto, atendendo até o início da validação.

Incubadora e aceleradora: para ajudar empreendedores

Tanto a incubadora quanto a aceleradora são organizações voltadas para ajudar empreendedores nas etapas iniciais de novos empreendimentos, criando uma estrutura definida para projetos com grande potencial de crescimento, principalmente no setor de tecnologia.

Uma das principais diferenças entre ambas está no modelo de negócio.

A incubadora, de uma forma geral, não possui fins lucrativos, sendo mantida por instituições públicas, enquanto que a aceleradora é uma instituição privada, possui fins lucrativos e é mantida por investidores, que buscam obter lucro com o retorno da venda de ações da empresa sob seus cuidados.

Na aceleradora, o lucro está diretamente relacionado com os resultados do projeto, uma característica que oferece um pacote de serviços orientado para a geração de resultados de forma mais rápida, o que oferece o próprio nome da organização.

Uma diferença importante entre os conceitos está na oferta de serviços e em contrapartidas exigidas da empresa que está sendo cuidada. A incubadora oferece apenas infraestrutura e espaço físico, enquanto que a aceleradora oferece suporte de gestão e orientações através de profissionais qualificados, ajudando a ampliar a rede de relacionamentos do novo projeto.

Na incubadora, a participação geralmente é gratuita, ou através do pagamento de taxas subsidiadas pelo próprio empreendedor, não havendo qualquer tipo de investimento de capital para seu desenvolvimento.

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Na aceleradora, o empreendedor cede parte das ações de seu projeto em troca de investimentos de capital.

Modelos com objetivos iguais e processos diferentes

Para os especialistas em administração, a aceleradora é caracterizada como uma evolução natural da incubadora. Essa constatação possui uma parte de verdade, principalmente porque as incubadoras estão assimilando os elementos das aceleradoras. Contudo, as duas apresentam diferenças e vantagens, servindo para momentos específicos de um projeto.

A incubadora é um processo mais antigo, havendo inúmeras delas instaladas nas mais diversas regiões brasileiras, normalmente sendo vinculadas a uma universidade, que aluga o espaço para novos empreendimentos a custos menores, permitindo que possam dar início aos seus negócios. Sendo de origem acadêmica, na maior parte das vezes, o networking entre empreendedores se torna mais fácil.

O período que uma empresa permanece numa incubadora pode chegar a dois anos, recebendo apoio em atividades de marketing, assessoria de imprensa e elaboração do plano de negócios, ao fim do qual a empresa é considerada graduada. Para se manter no espaço, normalmente a nova empresa paga um percentual do faturamento de seu último ano de incubação, algo entre 2 e 5%.

Pode ocorrer que uma empresa, depois de passar por uma incubadora, ainda passe por uma aceleradora, onde poderá reforçar a gestão e sua rede de contatos, garantindo maior respaldo para seu futuro.

A aceleradora, por seu lado, se torna sócia da nova empresa, oferecendo capital e recebendo, em troca, participação nos lucros. Trata-se de um modelo que fica muito parecido com ações na Bolsa, ou seja, a aceleradora pode converter seu capital investido em ações, se a empresa oferecer bons resultados.

A maior vantagem da aceleradora é que o empreendedor não precisa tirar dinheiro do bolso: o espaço ocupado não representa um custo, possibilitando a vantagem de maior rede de contatos. O capital investido oferece condições de desenvolvimento, ao mesmo tempo em que a rede de relacionamentos possibilita alavancar as relações comerciais.

Na aceleradora, a participação pode variar entre 5 e 20% dos resultados, tornando-se também dona do negócio e, portanto, a pressão por resultados é bem maior. O empreendedor aprende a trabalhar sob pressão dos acionistas, que precisam conseguir lucro para trazer novos investidores.

Ambos os modelos oferecem vantagens para o início de novos negócios. Desde que o projeto apresente possibilidades de lucro, tanto a incubadora quanto a aceleradora são eficientes para desenvolvimento de novas tecnologias.

“A melhor maneira de prever o futuro é criá-lo.” – Peter Drucker

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