Controladora

Comportamento : Você é uma pessoa controladora?

Ter a vida em ordem é algo que muitos de nós almejam, porém poucos conseguem. Isso acontece porque é preciso ter disciplina, uma mente analítica, boa vontade, persistência e constância, o que nem sempre é fácil, desejável ou agradável.

Quem tem a capacidade de organizar a rotina consegue realizar muitas coisas e assumir diversas responsabilidades. Porém, quando controlar se torna o centro da sua vida e realidade, esta pessoa pode simplesmente perder de vista o essencial e, assim, sofrer uma série de malefícios, incluindo aí crises nervosas, doenças e até rompimentos afetivos.

Veja abaixo algumas características que podem sugerir que uma pessoa é controladora.

  • Invasão de privacidade – se não confiamos no outro, iremos querer controlá-lo. Para isso funcionar, teremos que obter o máximo de informações possíveis, nos levando a ações pouco éticas, como invadir contas de e-mail ou de redes sociais, bisbilhotar bolsas e celulares, ou ainda especular com conhecidos. Este tipo de atitude pode não ser descoberta, mas com certeza semeia a discórdia e cria um abismo entre você e a pessoa vigiada, pois sua desconfiança modifica seu comportamento e a entrega ao relacionamento não é a mesma. Fora as brigas que acontecem apenas por causa de suas impressões e não devido a fatos reais.
  • Falta de limites – se achamos que temos o direito de controlador o outro, podemos muitas vezes tomar decisões a revelia dele ou contar sobre sua vida íntima, sem pensar nas consequências emocionais para a pessoa envolvida.
  • Sentimento de onipotência – quando temos muita eficiência, podemos propagar a falsa ideia de que somos insubstituíveis. Assim, acreditamos que somos “donos da verdade”, não aceitando ideias nem sugestões alheias, por melhores que sejam. Além disso, existe a tendência de passar literalmente a mandar nos outros, exigindo que façam e vivam como nossa imagem e semelhança.
  • Medo do novo – se gostamos de controlar, isso significa que as coisas devem sempre acontecer de determinada forma, a rotina precisa permanecer, imprevistos não podem surgir. Porém, a vida não é um programa de computador (e mesmo este muitas vezes nos pega de surpresa!). O fato é que se algo, fora de nosso planejamento aparece, perdemos o equilíbrio, ficamos nervosos, tensos, lutamos contra ao invés de simplesmente lidar com a questão e nos adaptarmos.
  • Sobrecarregamento – se partimos do pressuposto de que as pessoas não são confiáveis ou não irão fazer as coisas certas (leia-se “do nosso jeito”), a tendência é acumularmos cada vez mais funções, tarefas, atividades e responsabilidades, ficando exaustos e insatisfeitos. Afinal, acabamos não podendo relaxar, nem nos divertir, pois sempre terá algo para ser feito, analisado, supervisionado, acompanhado. Nestas horas, aprender a delegar é uma atitude salvadora.

Se reconheceu em algum desses itens? Veja algumas dicas para usar apenas o lado bom do controle:

Humildade – lembre-se que o mundo não gira ao seu redor, assim, nem tudo depende de você e, errar é normal e esperado, não significando que você é menos por causa disso.
Liberdade – deixe as pessoas se expressarem livremente. Você só vai descobrir se alguém realmente é bom se vir do que é capaz. Se você sempre tomar a dianteira, nunca será surpreendido.
Paz de espírito – faça Meditação, relaxamento, Yoga, Tai Chi Chuan, tome florais, faça terapia, tire férias, fique em contato com a natureza. O importante é ter calma e tranquilidade, pois suas ações serão mais certeiras e você sofrerá menos.
Diversifique – não resuma sua vida a atividades úteis. Coloque cor, alegria e diversão nela, fazendo outras coisas, inclusive aquelas que não vão lhe levar a lugar nenhum, mas que lhe trarão mais satisfação pessoal!
Na vida vale a pena ser leve, ser solto…De bem com a vida , com todos, e principalmente consigo mesmo.

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